• Noite na Taverna & Macário

    Noite na Taverna & Macário

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    ANO DE PUBLICAÇÃO:
    ISBN:
    978-85-66636-69-7

    “HAROLD SCHECHTER SOU EU NO ESPELHO”

    ILANA CASOY, ESPECIALISTA EM SERIAL KILLERS NO BRASIL

    Gênero
    Não-Ficção
    Páginas
    400
    Idioma
    Português
    Formato
    14x21cm
    Peso
    280g
    Acabamento
    Capa Dura
    Corte
    Colorido

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    SubtítuloDois clássicos de um pioneiro na literatura de terror no Brasil
    Edição
    Publicação2026
    AutorÁlvares de Azevedo
    ISBN9786555986334
    Frase de ImpactoAzevedo me pegou em cheio pelos contos cavernosos e tavernosos.
    Autor FraseGlauco Mattoso
    Título DescriçãoDois clássicos de um pioneiro na literatura de terror no Brasil
    Sobre o Autor

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo, poeta, contista e ensaísta, nasceu em São Paulo, em 1831. Em 1833, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1840, ingressou no Colégio Stoll, onde se revelou excelente aluno. Em 1844, retornou a São Paulo em companhia de seu tio. Regress, novamente ao Rio de Janeiro no ano seguinte, entrando para o internato do Colégio Pedro II. Em 1848 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde participou intensamente da vida literária, fundando a Revista Mensal da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano. Entre seus contemporâneos encontravam-se José Bonifácio, o Moço, Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, os dois últimos grandes amigos, com quem constituiu uma república de estudantes na Chácara dos Ingleses. Filiado à escola de Byron, Musset e Heine, tinha sempre à cabeceira os poemas desse trio de românticos por excelência, além da predileção por Shakespeare, Dante e Goethe. Entre 1848 e 1851 publicou alguns poemas, artigos e discursos. Postumamente surgiram as Poesias (1853 e 1855), a cujas edições sucessivas se foram juntando outros escritos. Suas Obras completas, compreendem: Lira dos vinte anos, Poesias diversas, O Poema do Frade e O Conde Lopo, poemas narrativos; Macário, “tentativa dramática”; Noite na Taverna; a terceira parte do romance O Livro de Fra Gondicário; os estudos críticos sobre literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla, além de artigos, discursos e cartas. Preparada para integrar As Três Liras, projeto não concluído de livro conjunto de Álvares de Azevedo, Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, a Lira dos Vinte Anos é sua única obra cuja edição foi preparada pelo poeta. Vários poemas foram acrescentados depois da primeira edição, póstuma, à medida que iam sendo descobertos. Em 1852, passando as férias com a família no Rio de Janeiro, sofreu um acidente de cavalo, que lhe provocou um abcesso na fossa ilíaca. A dolorosa operação a que se submeteu por conta dele, resultou em uma septicemia, infecção generalizada grave. Como quem anunciasse a própria morte, no mês anterior escrevera a sua última poesia, sob o título “Se eu morresse amanhã”, lida no dia do seu enterro por Joaquim Manuel de Macedo. Foi escolhido por Coelho Neto como o patrono da Cadeira n. 2 da Academia Brasileira de Letras.

    Detalhes do Produto

    GêneroFicção
    Páginas272
    IdiomaPortuguês
    Formato16x23
    AcabamentoCapa Dura
    CorteColorido
    Peso400

    Review 1

    Review Descrição 1“Álvares de Azevedo, pelas circunstâncias de sua curta vida e pelas limitações do seu tempo, conseguiu beliscar, sem morder, o século intemporal que os gênios habitam sem saber.”
    Review Autor 1— Carlos Heitor Cony, autor de Quase Memória

    Entre tavernas sombrias, pactos e confissões à beira do abismo, nasce uma das obras mais inquietantes da literatura brasileira. Álvares de Azevedo é um dos autores mais importantes do romantismo brasileiro e um pioneiro na literatura de terror no país. Em breves vinte anos de vida, entre 1831 e 1852, legou-nos clássicos da poesia, do teatro e da prosa de ficção. Com as obras Noite na Taverna e Macário, Azevedo fez experimentos com os gêneros narrativos, explorou temas e formas com ousadia e espírito inovador, superando os limites convencionais e assumindo o risco de desafiar as expectativas dos leitores.


    Em Noite na Taverna, cinco homens se reúnem diante de uma mesa e começam a contar histórias macabras. Os contos deste livro são marcados pelo incesto, a necrofilia, o fratricídio, o canibalismo, a traição. Na obra, a perversão, o crime e a sexualidade não obedecem a nenhuma norma, e a corda das tensões morais é esticada até o limite da crueldade. Macário, por sua vez, é uma peça de teatro na qual apresenta a história de um estudante que, também em uma taverna, tem um encontro com Satã, que terá influência em todos os aspectos da vida do jovem.


    A edição especial da DarkSide® Books conta com uma apresentação dos editores, na qual é ressaltado, entre outras coisas, um aspecto singular da obra de Álvares de Azevedo: “Antes de procurar causar sustos, como é típico do gênero, buscou expressar a revolta romântica contra a moral convencional e a hipocrisia das convenções sociais ritualizadas. O conjunto de contos e a peça formam uma crítica à ideia de que a literatura deveria funcionar como instância privilegiada de correção moral”.


    Seguindo a trilha aberta pela antologia Medo Imortal (DarkSide® Books, 2019), esta edição foi concebida e gestada com todo o cuidado que os darksiders já conhecem para oferecer uma experiência de leitura única da obra de Álvares de Azevedo. A edição inclui ainda o poema “Luar do Sertão”, que apresenta o tema da natureza e a modificação do eu lírico com a contemplação da lua, e o conto em versos “Um Cadáver de Poeta”. Além disso, conta com um texto do poeta Glauco Mattoso, que apresenta nesta edição um depoimento sobre o impacto de Álvares de Azevedo em sua obra. As belíssimas ilustrações de Wagner William completam esta obra pensada para agradar tanto aqueles que estão tendo o primeiro contato com Azevedo, quanto os leitores que desejam revisitar os textos em uma edição única.


    A influência de Álvares de Azevedo, ao longo dos séculos, pode ser identificada em autores das mais diversas procedências e estilos. Com essas histórias macabras, foi ele quem abriu espaço para que a literatura brasileira também abarcasse, em seu cânone, a transgressão. Ao construir assim sua obra, ele ampliou os limites da escrita no país. Mesmo os leitores mais acostumados com os temas sombrios ficarão impressionados com essas histórias.